Dia 4 de Agosto de 2006, 6ª feira
“Se olhássemos para o céu, víamos Deus chorar…”
Todos os dias, acordamos ao som do “Aleluia” cantado durante mais de meia hora pelos jogadores de futebol, que se reúnem às 6.30h da manhã no campo mesmo atrás dos nossos quartos. Depois, olhamos à nossa volta e é triste perceber a miséria em que vive esta gente. É impossível conseguirmos queixarmo-nos do que quer que seja, ao ver e imaginar a forma precária em que vive a maioria das pessoas da Calabaceira. Qualquer picada de mosquito, ou noite mal dormida ou até mesmo qualquer má disposição é ultrapassada ao ver as feridas abertas nos pés, ou fome e a sede sentidas pelas crianças. Os jogadores de futebol matinal são nigerianos, e estão a preparar a partida que vai haver no Domingo. Não deixa de ser curioso verificar que, apesar de tudo, Cabo Verde é um país de acolhimento para muitos outros povos – guineenses, senegaleses, nigerianos, Mali, …
As actividades matinais correram bem. Hoje para além do Teatro, Artes Manuais, Catequese e as Danças, fizeram-se Palestras sobre cuidados práticos importantes na vida doméstica.
Continua a correr a voz pela Calabaceira e arredores das actividades e do atendimento médico, e cada vez vão aparecendo mais pessoas. As médicas Mila Ruas e Teresa Ferro, com as quase médicas Anica e Ana Isabel, e as caloiras de medicina Cátia e Catarina, com a aprendiz de enfermagem Raquel e a pré caloira Carolina…, não têm mãos a medir de manhã e à tarde! Já começaram a fazer um ficheiro de doentes, há marcações de consulta quase até ao final da nossa estadia.
Mais interessante do que a formação ou o tema escolhido, foi a troca de impressões entre nós e a população. Ficamos a saber melhor sobre os seus problemas e também como gostam de nos ter cá. Até pedem mais aulas sobre isto e aquilo e alteram-se os planos de acordo com os pedidos. As pessoas estão muito felizes. Oferecem-se para ajudar e prometem-nos cuzcuz e outras comidinhas boas daqui. Apercebemo-nos da falta de horizonte de muitas destas jovens que frequentam as actividades. E já estamos a palpar o resultado de alguma conversa “espevitante”, como a que teve a Luisinha e a Lena Forte com um grupo de raparigas, das quais uma já se decidiu fazer uma empresa em vez de viver à custa dos pais e sem fazer nada o dia inteiro.
À noite, na tertúlia, estivemos a cantar e a aprender novas danças.
Todos os dias, acordamos ao som do “Aleluia” cantado durante mais de meia hora pelos jogadores de futebol, que se reúnem às 6.30h da manhã no campo mesmo atrás dos nossos quartos. Depois, olhamos à nossa volta e é triste perceber a miséria em que vive esta gente. É impossível conseguirmos queixarmo-nos do que quer que seja, ao ver e imaginar a forma precária em que vive a maioria das pessoas da Calabaceira. Qualquer picada de mosquito, ou noite mal dormida ou até mesmo qualquer má disposição é ultrapassada ao ver as feridas abertas nos pés, ou fome e a sede sentidas pelas crianças. Os jogadores de futebol matinal são nigerianos, e estão a preparar a partida que vai haver no Domingo. Não deixa de ser curioso verificar que, apesar de tudo, Cabo Verde é um país de acolhimento para muitos outros povos – guineenses, senegaleses, nigerianos, Mali, …
As actividades matinais correram bem. Hoje para além do Teatro, Artes Manuais, Catequese e as Danças, fizeram-se Palestras sobre cuidados práticos importantes na vida doméstica.
Continua a correr a voz pela Calabaceira e arredores das actividades e do atendimento médico, e cada vez vão aparecendo mais pessoas. As médicas Mila Ruas e Teresa Ferro, com as quase médicas Anica e Ana Isabel, e as caloiras de medicina Cátia e Catarina, com a aprendiz de enfermagem Raquel e a pré caloira Carolina…, não têm mãos a medir de manhã e à tarde! Já começaram a fazer um ficheiro de doentes, há marcações de consulta quase até ao final da nossa estadia.
Mais interessante do que a formação ou o tema escolhido, foi a troca de impressões entre nós e a população. Ficamos a saber melhor sobre os seus problemas e também como gostam de nos ter cá. Até pedem mais aulas sobre isto e aquilo e alteram-se os planos de acordo com os pedidos. As pessoas estão muito felizes. Oferecem-se para ajudar e prometem-nos cuzcuz e outras comidinhas boas daqui. Apercebemo-nos da falta de horizonte de muitas destas jovens que frequentam as actividades. E já estamos a palpar o resultado de alguma conversa “espevitante”, como a que teve a Luisinha e a Lena Forte com um grupo de raparigas, das quais uma já se decidiu fazer uma empresa em vez de viver à custa dos pais e sem fazer nada o dia inteiro.
À noite, na tertúlia, estivemos a cantar e a aprender novas danças.

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