Projecto Cabo Verde 2006

Voluntariado universitário de Portugal, em colaboração com associações locais da Cidade da Praia, tendo em vista a promoção do desenvolvimento humano e cultural da população da Calabaceira

terça-feira, agosto 08, 2006

Dia 6 de Agosto de 2006, Domingo

Sol Cinzento

Hoje acordámos todas mais cedo e preparámo-nos para visitar novos sítios e conhecer melhor a Ilha de Santiago, além da Cidade da Praia. Apesar de nos termos atrasado um bocadinho, assim que saímos da Escola em dois autocarros pequenos passámos por várias localidades como pico do António (o mais alto da Ilha, quase 1.400m), Serra Malegueta ou Santa Catarina. Parámos no Centro de Formação Agrónoma de S. Jorge dos Órgãos, onde tirámos algumas fotografias e contemplámos uma paisagem verdejante – coisa que ainda não tínhamos tido o privilégio de observar. Esta é a imagem de África que muitas traziam na cabeça. Entre as montanhas e relevo abrupto da paisagem vulcânica, dificilmente cultivável (só em socalcos, como no Douro…), pelas recentes chuvadas cresce uma poalha verde que parece veludo e recobre tudo.
Parámos na cidade de Assomada onde visitámos o mercado com cheiro a linguiça grelhada ao sol. Frutos tropicais e outras iguarias tentam os nossos orçamentos… E mesmo ao lado, uma loja chinesa, entre as muitas que estão aparecer por todas as cidades e recantos do país.
No Tarrafal, visitámos a prisão tão conhecida, onde presos políticos foram exilados antes do 25 de Abril. Impressionante! Sobretudo a “figideira”, onde os presos chegavam a sofrer temperaturas de 40 a 60ºC.
Chegamos à Praia do Tarrafal, largámos as “trouxas” e corremos para o mar, mergulhar na água quentinha. Finalmente água e abundância!!! – mesmo que salgada. Enquanto umas se deliciam com os prazeres dos banhos de mar, as braçadas até aos barcos – de um dos quais demos uns belos mergulhos, a boleias de mota de água (não é, Joana Nestor e Raquel B?), outras adormecem nas suas toalhas aproveitando as abertas de sol. Houve quem experimentasse beber o refrescante leite de coco, directamente do coco. Ainda se regateiam umas compras com os vendedores de rua e contentes com o negócio, regressámos.
Assim que chegámos à Escola, sentimo-nos todas muito cansadas. O que mais queremos é tomar um bom banho. Estreou-se, para algumas, um novo estilo, no pátio, mergulhando as cabeças nos baldes – recomendado pela Maria Beltrão -, com grande êxito e adesão.
Comemos qualquer coisa simples, e dormir… dormir…