Dia 13 de Agosto, Domingo
O preço das necessidades…
O dia começa cedo. Missa campal às 7.30h. Muita gente presente como sempre. Tomamos o pequeno almoço, que por ser Domingo, mete croissants de chocolate, para além do habitual leite condensado cozido que é a única guerra entre as voluntárias (não é Joana? E Helena?... Suas egoístas!...), e partimos nos autocarros habituais. Desta vez, a volta é para o lado oposto do Domingo passado de forma a vermos toda a ilha. Paisagens magníficas que deslumbram… Mas o melhor está para vir: a Cidade Velha! Uma fortaleza - o Forte de S. Filipe -, impecavelmente recuperado, rodeado por aquilo que parece ser um oásis no meio de tanta seca. Deste lado da ilha, já se vêem casas com telhados como os nossos, mais estradas e construções, muitas palmeiras, alguns campos… Para aqui já vêm turistas, que aproveitam as praias de areia negra e água quentinha. Também nós temos uma assim à nossa espera. Mas antes podemos ver macacos que respondem à nossa buzinadela com um aceno, muitas terrinhas, onde, invariavelmente a população nos acena, o local onde o Papa João Paulo II celebrou a Missa quando visitou Cabo Verde em 1990 - Quebra Canela -, alguns hotéis… Depois, a desejada praia. Mas tão grande é a viagem que à chegada, para além do mar, o destino procurado é mesmo uma casa de banho (pois, que nós ainda não nos habituámos a ser tão naturais como os nossos meninos!). Esta agora é digna de ser contada. No café da praia, dizem-nos que só se consumirmos é que podemos usar o WC. E nós, apertadas mas sem dinheiro para gastar, vamos à procura de solução melhor. Parece que há qualquer coisa pública. Só esperamos que tenha autoclismo! Daqueles que se carrega e sai mesmo água! E não é que há mesmo casas de banho públicas? E até têm um ar asseado! … Corremos para lá, mas eis que chega uma senhora, que deve ser quem guarda o local, a perguntar para onde é que nós vamos, que não se pode entrar assim, e a perguntar o que é que nós queremos. A resposta era um pouco óbvia, mas se a senhora quisesse podíamos dar-lhe os pormenores das nossas intenções!... Não, não era uma pergunta inocente! Afinal, não são mesmo indiferentes os pormenores das nossas intenções quanto ao WC. E querem saber porquê? “Se querem fazer xixi é 10 escudo, se querem fazer pupu é 20 escudo!” O quê?! Não, não devemos estar a ouvir bem… Mas qual é a diferença?... A substância? O tempo? Pois, porque a descarga do autoclismo é igual em ambas as situações… A limpeza? Quando ouvimos as regras já algumas tinham ido à casa de banho. Eu queria ver se não tivessem dinheiro! E já agora, como é que a senhora sabe o que é que a gente fez?! Não se riam. Mas ela pergunta-nos à saída. E é claro que nós somos sinceras, né? Mas algumas não ficam satisfeitas com o serviço. Querem saber a razão do preçário. Até porque usar o chuveiro com champô incluído também é 20 escudo. Perguntam à senhora. E ela, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, diz “Então porquê?, porque o xixi não precisa de papel e o pupu precisa!” E respondemos por dentro “Só se for para a senhora!” O curioso é que não havia papel nas casas de banho, nem a senhora nos deu nada. No comments. Mas não se espantem, porque como já foi dito em dias anteriores, em cabo Verde tudo pode acontecer e nada do que temos como certo, o é aqui. Aqui tudo pode acontecer!
Depois da aventura no WC, o desejado mar. Mas é tal a temperatura da areia, que só se aguenta ir a correr para o mar! Realmente aqui o sol queima mesmo, com a agravante de a areia ser preta! Não se pode estar parado muito tempo. Depois do almoço, algumas conversam, outras dormem para ver se ganham algum bronze de jeito, outras aprendem o jogo do ouro - ou oril? -, outras vão de barco dar uma voltinha no mar (e é ver a Mila remar!). Lá para as 17h é tempo de regressar e é pelo caminho, numa outra terrinha, que lanchamos. À noite são os escaldões, os cremes, os banhos junto ao poço em fato de banho, os planos para amanhã e… muitas trancinhas! Já há muitos cabelos prontos para fazerem sucesso em Portugal!
O dia começa cedo. Missa campal às 7.30h. Muita gente presente como sempre. Tomamos o pequeno almoço, que por ser Domingo, mete croissants de chocolate, para além do habitual leite condensado cozido que é a única guerra entre as voluntárias (não é Joana? E Helena?... Suas egoístas!...), e partimos nos autocarros habituais. Desta vez, a volta é para o lado oposto do Domingo passado de forma a vermos toda a ilha. Paisagens magníficas que deslumbram… Mas o melhor está para vir: a Cidade Velha! Uma fortaleza - o Forte de S. Filipe -, impecavelmente recuperado, rodeado por aquilo que parece ser um oásis no meio de tanta seca. Deste lado da ilha, já se vêem casas com telhados como os nossos, mais estradas e construções, muitas palmeiras, alguns campos… Para aqui já vêm turistas, que aproveitam as praias de areia negra e água quentinha. Também nós temos uma assim à nossa espera. Mas antes podemos ver macacos que respondem à nossa buzinadela com um aceno, muitas terrinhas, onde, invariavelmente a população nos acena, o local onde o Papa João Paulo II celebrou a Missa quando visitou Cabo Verde em 1990 - Quebra Canela -, alguns hotéis… Depois, a desejada praia. Mas tão grande é a viagem que à chegada, para além do mar, o destino procurado é mesmo uma casa de banho (pois, que nós ainda não nos habituámos a ser tão naturais como os nossos meninos!). Esta agora é digna de ser contada. No café da praia, dizem-nos que só se consumirmos é que podemos usar o WC. E nós, apertadas mas sem dinheiro para gastar, vamos à procura de solução melhor. Parece que há qualquer coisa pública. Só esperamos que tenha autoclismo! Daqueles que se carrega e sai mesmo água! E não é que há mesmo casas de banho públicas? E até têm um ar asseado! … Corremos para lá, mas eis que chega uma senhora, que deve ser quem guarda o local, a perguntar para onde é que nós vamos, que não se pode entrar assim, e a perguntar o que é que nós queremos. A resposta era um pouco óbvia, mas se a senhora quisesse podíamos dar-lhe os pormenores das nossas intenções!... Não, não era uma pergunta inocente! Afinal, não são mesmo indiferentes os pormenores das nossas intenções quanto ao WC. E querem saber porquê? “Se querem fazer xixi é 10 escudo, se querem fazer pupu é 20 escudo!” O quê?! Não, não devemos estar a ouvir bem… Mas qual é a diferença?... A substância? O tempo? Pois, porque a descarga do autoclismo é igual em ambas as situações… A limpeza? Quando ouvimos as regras já algumas tinham ido à casa de banho. Eu queria ver se não tivessem dinheiro! E já agora, como é que a senhora sabe o que é que a gente fez?! Não se riam. Mas ela pergunta-nos à saída. E é claro que nós somos sinceras, né? Mas algumas não ficam satisfeitas com o serviço. Querem saber a razão do preçário. Até porque usar o chuveiro com champô incluído também é 20 escudo. Perguntam à senhora. E ela, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, diz “Então porquê?, porque o xixi não precisa de papel e o pupu precisa!” E respondemos por dentro “Só se for para a senhora!” O curioso é que não havia papel nas casas de banho, nem a senhora nos deu nada. No comments. Mas não se espantem, porque como já foi dito em dias anteriores, em cabo Verde tudo pode acontecer e nada do que temos como certo, o é aqui. Aqui tudo pode acontecer!
Depois da aventura no WC, o desejado mar. Mas é tal a temperatura da areia, que só se aguenta ir a correr para o mar! Realmente aqui o sol queima mesmo, com a agravante de a areia ser preta! Não se pode estar parado muito tempo. Depois do almoço, algumas conversam, outras dormem para ver se ganham algum bronze de jeito, outras aprendem o jogo do ouro - ou oril? -, outras vão de barco dar uma voltinha no mar (e é ver a Mila remar!). Lá para as 17h é tempo de regressar e é pelo caminho, numa outra terrinha, que lanchamos. À noite são os escaldões, os cremes, os banhos junto ao poço em fato de banho, os planos para amanhã e… muitas trancinhas! Já há muitos cabelos prontos para fazerem sucesso em Portugal!

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